te povôo durante a madrugada

exploro tua geografia

teu relevo inconstante

tuas montanhas escarpadas

percorro cada canto teu

faço todos teus caminhos

tuas ruas sem saída

tuas estradas sem partida

nem destino ou chegada

organizo teus atalhos

transcorro teus interiores

com minha caravana mítica

calculo tuas distâncias

e canto teu nome

do alto dos minaretes

corro livre por tuas planícies

imprudente me arrisco

em teus pântanos sombrios

me perco e altero a navegação

te descubro como quem abre uma rota

entre um desejo e um destino

reencontro teu caminho como quem se acha imperfeito

no reflexo do espelho retrovisor trincado

Anúncios