para Enzo Potel, o poeta das grandezas trágicas

Xuanzong não se contentou em ser o imperador mais longevo de sua dinastia. Não se contentou em saber que sua capital, Xi’an, era a maior entre as maiores cidades do mundo e por suas ruas desfilavam artistas e poetas. Xuanzong não ligou para o fato de estender os domínios de seu império da Coréia ao Vietnam, da Ásia Central ao sul da Sibéria. De abrigar em terras chinesas os turcos, uigures, árabes, persas e sogdianos. De fazer a China viver a primavera de seu esplendor, com o florescimento das artes e da economia como nunca antes. Xuanzong não se contentou em fazer com que as religiões vivessem em harmonia e que sob seu reinado fossem construídos os mais belos templos da China. Xuanzong só tinha olhos para Yang Guifei, sua concubina. Até o dia em que ela foi estrangulada na frente dele por seus melhores generais.

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