Que a gente se apaixona pela história e não pela pessoa isso eu já sabia. No fundo a gente sempre leva as coisas com a ilusão de que está vivendo em uma novela. Aí vai deixando que a história tome conta da vida da gente. Quando se vê, não tem mais vida. Só tem a história, que nem sempre é feliz. O raio disso tudo é que você vai gostando tanto da história que a pessoa te proporciona que chega uma hora que a história não é mais nada sem a pessoa. Há um caso estranho de protagonismo que se sobrepõe ao roteiro planejado das coisas. E aí você passa a gostar mais da pessoa que de tudo no mundo. Isso eu chamo amor.

Eu sou um cara legal e acho até que eu sou o homem ideal, só que para as mulheres modernas que viviam nos anos sessenta. Não para essas acomodadas assexuadas de hoje em dia. Para essas eu sou uma náusea. É foda achar sempre que se está vivendo a história errada, ou que não se está amando a pessoa certa, ou as duas coisas, ou nenhuma delas.

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