Bélgica e Estados Unidos foram um dos melhores jogos da Copa para quem gosta de futebol de ataque, com jogo aberto e bastante corrido. A seleção belga chegou à fantástica marca de 30 finalizações nos 90 minutos e 38 finalizações totais, se contarmos a prorrogação, que terminou em 2 a 1 para os diabos vermelhos. Para efeitos de comparação, a França, uma das seleções que mais ataca ao gol, tem uma média de 19 chegadas. É impressionante o desempenho dos belgas. Foram 27 finalizações a gol.

Esta partida de oitavas de final deixa para todos duas lições.

A primeira é de que o selecionado belga realmente é perigoso, habilidoso e candidato ao título. Os vermelhos estavam escondendo o jogo ou sei lá o que na primeira fase. Mal apareciam, marcavam pouco e apresentavam um futebol mediano. Longe daquela grande promessa que era a Bélgica no período que antecedeu à Copa. No jogo contra os estadunidenses a seleção se revelou, colocou a gorduchinha para rolar e fizeram um partidaço. Marcaram bem, lançaram bem e finalizaram bastante.

A segunda impressão é de que, se por um lado esta é uma copa marcada pelos gols, pelas viradas impressionantes e classificações obtidas nos últimos instantes, por outro lado é uma excelente vitrine para os goleiros, que vem fazendo uma copa exemplar.

Desde nosso Júlio César, pegando pênaltis como ninguém, até a muralha mexicana Ochoa, que parou Neymar e Cia. Outro que merece uma citação especial é o nigeriano Enyeama que, dentro das possibilidades que o status quo o permitiu, fechou o gol do selecionado africano, que quase dobrou a França. E eis que, neste último jogo, o goleiro estadunidense resolveu apavorar os centroavantes belgas e praticamente impediu aquela que seria a maior goleada das galáxias.

Não faltaram matérias, comparações e estatísticas sobre o desempenho do arqueiro ianque nesta partida. Alguém fez até uma brincadeira, nomeando o cidadão como Secretário de Defesa dos Estados Unidos, onde o futebol, é bom dizer, cresce vertiginosamente.

Howard é o nome dele. Uma pena sua seleção não ter passado. Mas ficou a máxima: se esta é a copa das goleadas, também é a copa dos goleiros. Justiça seja feita com estes eternos sofredores.

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